Diferença entre operar comprado ou vendido: entenda como funciona

Rafael Ribeiro
Analista da Clear Corretora CNPI-T EM-946

O analista da Clear Rafael Ribeiro explica a diferença entre operar comprado ou vendido 

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Depois de ingressar no mercado de ações, chegou o grande momento de decidir como serão feitas suas operações e para isso você deve responder a seguinte pergunta: esse é o momento de operar comprado ou vendido?

Essa pergunta, aparentemente básica, é o centro de qualquer estratégia na Bolsa de Valores e entender a diferença entre operar comprado ou vendido é o primeiro passo para iniciar sua jornada no mercado financeiro.

Nesta matéria, explicaremos a diferença entre operar comprado ou vendido e como isso impacta suas operações.

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Diferença entre operar comprado ou vendido

Operar comprado é acreditar (por meio dos estudos de análise técnica ou fundamentalista) que aquela empresa ou contrato irá subir, ou seja, sofrer uma valorização desde o preço de entrada. Em miúdos, se entrei comprado na ação ABCD3 pelo valor de R$ 10 reais, minha projeção é que no curto prazo a empresa alcance R$ 11 reais, o que representa um retorno esperado de 10%.

No outro extremo, temos a opção de operar vendido na Bolsa de Valores, que seria a lógica inversa: acreditar (também por meio de estudo técnico ou fundamentalista) que aquela empresa ou contrato irá recuar, ou seja, sofrer uma desvalorização desde o preço de entrada.

Por exemplo, se entrei vendido na ação ABCD3 pelo valor de R$ 10 reais, minha projeção é que no curto prazo a empresa alcance R$ 9 reais, o que representa um retorno esperado de 10%.

Vale lembrar que existem diversas estratégias e formas de ganhar dinheiro com essas operações, mas é necessário ter noção do tempo de maturação do seu investimento:

Estratégia de longo prazo: são investidores que compram ou vendem ações imaginando segurar essa posição por meses ou até anos, sendo que essas operações, em sua maioria, são baseadas na análise fundamentalista.

Estratégia de curto prazo: quem compra ou vende nesse período, na maioria das vezes, utiliza a análise técnica para guiar suas operações. Em geral, o prazo dessa operação de compra ou venda fica entre dias ou semanas.

Estratégia de curtíssimo prazo: esse tipo de trader entra no pregão diversas vezes ao dia para “especular” na compra e na venda de ações/contratos. Os day traders e scalpers são os maiores exemplos de investidores de curtíssimo prazo.

Uma vez entendida a diferença entre operar comprado ou vendido, chegou a hora de entender como isso funciona na prática.

Executando a boleta para operar comprado ou vendido

Para operar comprado ou vendido, o investidor precisa acessar o home broker da sua corretora e preencher a boleta de compra ou venda da operação, que nada mais é do que entender os tipos de ordens de negociação disponíveis no mercado.

Ordem limitada

Neste tipo de ordem, o trader define um limite de preço para que ela seja executada, assim, é possível ter total controle da operação. Para as ordens de venda, o limite é um valor mínimo; e para as ordens de compra, um valor máximo.

A ordem limitada só pode ser executada no preço desejado ou por um preço melhor. Por exemplo, caso um ativo esteja sendo negociado por R$ 10 reais, e o trader coloque uma ordem de compra a R$ 9,95, essa ordem só será executada se o preço cair para R$ 9,95 ou abaixo disso.

Ordem a mercado

Ela é uma das mais utilizadas no módulo day trade. Ela é um tipo de ordem limitada agressora, ou seja, que agride a melhor oferta no book e é executada no melhor preço do momento.

Nela, o trader deve descrever qual o ativo e qual a quantidade que deseja comprar para garantir maior agilidade na operação.

Se a melhor oferta de venda de um ativo estiver a R$ 10 reais, por exemplo, caso o trader clique em comprar a mercado, será enviada uma ordem de compra ao preço do melhor vendedor.

diferença entre operar comprado ou vendido na bolsa

Ordem stop loss

Aquela em que o trader tem a opção de programar previamente um preço como parâmetro que, ao ser atingido, dispara uma ordem limitada.

Para utilizá-la, no caso de uma venda, por exemplo, basta programar o stop a um preço menor que o da última cotação.

Assim, caso o preço da ação sofra uma queda e chegue até o valor da sua ordem de stop loss, a corretora dispara uma ordem a mercado para a Bolsa e realiza a venda automaticamente.

Já no caso de uma compra do tipo stop, basta programar o stop a um preço maior que o da última cotação. Dessa forma, caso o preço da ação suba muito, a corretora dispara uma ordem a mercado para a Bolsa e realiza a compra automaticamente.

Ordem O.T.O e O.T.O.S

Na ordem O.T.O, também conhecida como O.C.O, é possível programar a entrada e também a saída da operação em uma única boleta em operações da day trade.

Nela, por exemplo, o trader pode programar a entrada com uma ordem limitada e a saída com uma ordem de stop simultâneo.

A ordem O.T.O.S funciona de forma semelhante à ordem O.T.O, porém, ao invés de entrar na operação com uma ordem limitada, você entra na operação com uma ordem do tipo stop e sai com uma ordem de stop simultâneo.

Características de operar vendido

Muitos traders acreditam que a única maneira de lucrar é operando comprado, ou seja, acreditando na valorização de um ativo.

Contudo, como exposto, é possível ganhar dinheiro também na queda do preço, o que representa operar vendido no mercado. Mas para isso, o trader precisa fazer o aluguel de ações no swing trade ou, no caso do day trade, uma venda a descoberto.

Em resumo, a venda a descoberto consiste em vender um ativo que você não tem e depois recomprá-lo necessariamente até o final do dia, zerando sua operação. Isso seria exatamente ao inverso da operação de compra.

Já o aluguel de ações é um pouco mais complexo, pois nesse caso, o trader que deseja vender uma ação e ficar posicionado nela, precisa alugar essas ações (tomador) de outro investidor que esteja disposto a emprestar (doador) esses papéis.

Todo esse processo acontece via BTC (Banco de Títulos da CBLC), no qual o “doador” transfere temporariamente suas ações para o “tomador”, estabelecendo um prazo de carência para a devolução e uma taxa que será paga pelo aluguel.

Assim, enquanto está com o papel em suas mãos, o trader pode surfar a queda do ativo e aproveitar as oportunidades que o mercado oferece independentemente da situação, seja em um momento de euforia, onde surgem boas oportunidades de compra, ou em meio a uma onda de pessimismo, que é quando as operações de venda aparecem.

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